terça-feira, 4 de novembro de 2008

VALEU FELIPE !

CRÔNICA ESPORTIVA: Para um mau entendedor nem um grito basta

Hugo Medeiros

Região da Lagoinha, 11:23 da manhã. O bar estava cheio, todo mundo tenso, apreensivo. De repente, um grito: Perigo, ladrão!

Ela já estava a um passo da calçada, e bum!

Flashes vinham na sua memória: Um mar de gente. Um mar de mãos. O teto de um carro. Barulho. Enjôo. Luzes brancas, paredes brancas, uniformes brancos. Em filme nunca morre, ela pensou. Estou é num hospital. E estava mesmo.

A batida foi forte. Fratura exposta. Mas quando as pessoas têm condição de pagar um plano de saúde, as coisas ficam mais fáceis. Quarto com frigobar, enfermeira, banheiro exclusivo, tv a cabo. Parecem estar de férias. Uma maravilha. Mas nem tudo é um paraíso. Antes do quarto, havia a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Doía demais. O corpo todo. Da unha do dedão do pé até o último fio de cabelo. Os médicos chegaram a cogitar a hipótese de uma amputação. E pior, uma não, duas, as duas pernas. A mãe rezava, chorava, não entendia por que logo a filha, pessoa tão boa, tão linda, tão prestativa, um exemplo para todos que a conheciam. Chegou até a desconfiar de Deus, depois arrependeu-se tanto que acabou arranjando outro sofrimento.

Os familiares discutiam se ela iria ou não sobreviver, como consolariam a mãe, quem iria dar a primeira cadeira de rodas.

Após doze horas de operação, os médicos apareceram. A mãe, aos prantos, pedia-lhes para não esconderem nada. E eles não esconderam. A operação havia sido um sucesso.

Passado uma semana, ela já estava no quarto.

As lembranças começaram a aparecer. Primeiro lembrou a roupa que usara naquele dia. Vestido florido tênis branco, um relógio, um anel, um colar. Ah, e uma bolsa de couro marron, de onde todos os seus documentos saltaram para o meio da rua.

Lembrou dos rostos que a olhavam, das bocas se mexendo. O que estariam falando, afinal?

E entre todos aqueles rostos, lembrou-se de um que, mesmo ali, deitada, havia fixado o olhar por um bom tempo. Um homem moreno, alto, magro, olhos negros, camisa do Flamengo. O primeiro a chegar e segurar-lhe a mão.

Enfiou na cabeça que, assim que melhorasse, iria atrás daquele homem. O homem que lhe deu forças para agüentar a chegado do resgate, que lhe deu alguns preciosos minutos de segurança. Como ele seria? Casado? Solteiro? Desquitado? Divorciado? Teria filhos? Seria trabalhador? Ou um ladrão? Ou um jogador? Ou só mais um torcedor desempregado, com aquela camisa horrorosa, suada, desbotada de tanto uso? As perguntas eram muitas, e as respostas teriam que esperar.

Dez meses se passaram, e a recuperação era quase total. Ainda andava com certa dificuldade, mas nada que a impedisse de buscar suas respostas. E assim ela o fez.

Chovia muito. Mesmo com sua sombrinha gigante, dessas compradas no Shopping Oi, seus pés estavam encharcados. Pegou um táxi, e foi seguir seu destino.

No caminho, contou ao taxista, um homem muito pequeno, com o nariz e as mãos enormes, toda a sua história. O comentário dele? Legal. Mais nada.

Desceu do táxi. Não agradeceu ao motorista. Nem lhe desejou bom trabalho. Achou ele um grosso, mal educado

Chegando ao local, não ficou tensa como achou que ficaria. Ao contrário do que imaginava, tinha superado tudo. Ou então estava tão fixada com a aventura de encontrar aquele homem, que esqueceu-se do que havia acontecido ali.

Começou a andar por todos os bares, imaginando de que lugar teria saído aquele homem. Perguntou no primeiro bar, descreveu o pouco que lembrava em detalhes, e nada.

No segundo bar, ao bater nas costas do balconista para pedir a informação, não acreditou! Era ele! Mas já, ela pensou. E a aventura que planejei durante dez meses, todos os dias? Chegou ao fim? Sim, tinha chegado ao fim. Mesmo sem aceitar a situação, chamou o estranho para tomar um café.

Sentaram, conversaram, e quando ela estava indo embora, teve uma última informação que se não tivesse sido trágica, seria engraçada: Ele havia feito ela correr para o outro lado da rua. Como? Ele havia gritado “perigo, ladrão”. Por quê? Ele estava naquele bar, assistindo a uma partida de futebol entre Brasil e Argentina. O “perigo, ladrão” não era para ela, nem para qualquer um que estava no bar. Era para um jogador brasileiro que, descuidado, perdeu a bola para um argentino.

GOIÁS DE PAULO BAIER DERROTA CRUZEIRO

Pablo Nogueira

No Serra Dourada, o Cruzeiro foi derrotado de goleada pelo Goiás. Com menos de 18 minutos de jogo, o time da Raposa já perdia de três á zero. Paulo Baier foi o nome do jogo, marcando dois gols e jogando livre, sem qualquer marcação. Henrique completou a goleada com gol de cabeça.
A vitória do Goiás confirma a boa campanha do time esmeraldino no returno do Campeonato Brasileiro, e leva o Cruzeiro á cair para o quarto lugar. Com a derrota, a equipe do técnico Adilson Batista ver aumentar a desvantagem para o São Paulo, hoje o líder do campeonato. O próximo desafio do Cruzeiro é contra o Fluminense em Belo Horizonte.
Foto/Divulgação

ZAGUEIRO AJUDA GALO DERRUBAR TABU



Pablo Nogueira

O Atlético derrotou o Botafogo no estádio do Mineirão e quebrou tabu de sete anos sem derrotar o time carioca. Leandro Almeida marcou os dois gols atleticanos. Carlos Alberto ainda empatou quando o Galo vencia por um á zero. Na próxima rodada, o time mineiro enfrenta o Vitória, em Salvador.


Foto/ Divulgação

FERREIRA DÁ ESPERANÇA AO IPATINGA



Pablo Nogueira

O Ipatinga com gols de Ferreira derrotou o Coritiba no Ipatingão no sábado. A vitoria faz o time do Vale do aço continuar á respirar no campeonato. Mesmo em último, o Tigre ainda tem chances de se salvar do rebaixamento. Para isso, precisaria vencer até quatro, dos cinco jogos restantes. Na próxima rodada, o time mineiro vai ao Beira rio enfrentar o Internacional.


Foto/ Divulgação

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

WTA Championship

WTA Championship

A partir de amanhã, as oito melhores tenistas da temporada se encontrarão para a disputa do WTA Championship em Doha, no Catar. A fórmula de disputa é simples e a mesma do masculino vai ser disputado em Xangai.

As oito tenistas são divididas em dois grupos e se enfrentam entre si dentro das próprias chaves com as duas melhores de cada chave se classificando para as semifinais. A primeira do Grupo Branco enfrenta a segunda do Grupo Marrom e a primeira do Grupo Marrom joga contra a segunda do Grupo Branco.

O sorteio dos grupos realizados na capital do Catar neste domingo colocou frente a frente logo na fase de grupos as irmãs Williams e as sérvias Jelena Jankovic e Ana Ivanovic prometendo muita emoção logo na primeira fase do torneio.

Grupo Branco

Grupo Marrom

1. Jelena Jankovic (SER)

2. Dinara Safina (RUS)

4. Ana Ivanovic (SER)

3. Serena Williams (EUA)

6. Svetlana Kuznetsova (RUS)

5. Elena Dementieva (RUS)

8. Vera Zvonareva (RUS)

7. Vênus Williams (EUA)

Pelo Grupo Branco, a favorita ao primeiro lugar é Jelena Jankovic que melhorou muito o nível do seu tênis ao final da temporada em relação ao primeiro semestre. Na briga pela segunda vaga estão em vantagem a bela Ana Ivanovic e a russa Svetlana Kuznetsova. Vera Zvonareva corre por fora.

O Grupo Marrom é mais equilibrado que o Branco. Dinara Safina vem forte com um excelente final de temporada se tornando a tenista número 1 da Rússia. Serena e Vênus sempre devem ser citadas como candidatas em todos os torneios que participam e a russa Elena Dementieva pode se tornar uma jogadora perigosa durante o torneio.

Até domingo, pode se esperar um tênis de ótimo nível em todas as partidas nas quadras duras de Doha.


Rafael Luis


NO AR: Entrevistas com o jornalista Júnior Brasil e o sociológo José Ricardo

Filipe Frossard Papini

Entrevistas realizadas pelo repórter Pablo Nogueira, referente ao trabalho do professor Maurício Guilherme, cujo tema foi: "Política e Futebol". Segue abaixo os links para ser escutado ao melhor estilo "PodCast"

Confiram na íntegra:

José Ricardo (Sociologo e Professor do UNI-BH
Jornalismo UNI-BH - 1º Período - 2ºSem2008 - Manhã - Entrevista com José Ricardo.mp3

Junior Brasil (Jornalista esportivo da Rádio Itatiaia)
Jornalismo UNI-BH - 1º Período - 2ºSem2008 - Manhã - Entrevista com Junior Brasil.mp3

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Não consegue escutar as entrevistas? Veja como é simples: